GRANDE EXPEDIENTE

Nelsinho Metalúrgico destaca os 10 anos

da Rede Federal de Educação, Ciência e

Tecnologia

Ronaldo Quadrado

Ronaldo Quadrado

O período do Grande Expediente Especial, da sessão plenária desta quarta-feira (12), foi ocupado pelo deputado Nelsinho Metalúrgico (PT), que destacou os 10 anos da Rede Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Brasil. “Nenhum país no mundo conseguiu superar seus entraves para o desenvolvimento e reduzir de forma substancial a pobreza e mazelas sociais sem investir maciçamente na educação, na tecnologia e na inovação”, citou o parlamentar no começo da sua manifestação.

Acrescentou que a educação é a chave-mestra à transformação social e consecução de um projeto de Nação, “e isso é unanimidade. No entanto, até que ponto estamos debatendo um modelo de educação que atenda as reais necessidades e demandas do nosso povo e do combate à exclusão social no país?”, questionou o deputado petista na tribuna do Plenário 20 de Setembro. “Sem esse debate, falar em educação é mera retórica, e é neste nesse sentido que realizamos esse Grande Expediente Especial em homenagem aos 10 anos da criação da Rede Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Brasil”, resumiu.

Papel estratégico

Segundo Nelsinho Metalúrgico, é preciso não só enaltecer o papel estratégico da educação profissional e tecnológica ao desenvolvimento do país, mas também alertar às dificuldades atuais enfrentadas pela Rede Federal, e os desafios do presente e do futuro. Lembrou que, apesar desta importância, até o ano de 2002, o Brasil tinha somente 140 escolas técnicas espalhadas por alguns estados, sobretudo naqueles com base industrial.

Conforme ele, o quadro começa a mudar a partir de 2003, quando se inicia um processo de reposição dos profissionais e ampliação da rede federal de educação. “Ciente de seu papel estratégico para o país, o governo do então presidente Lula apostou fortemente na ampliação e fortalecimento da educação profissional em todo o país. Neste contexto, é criada a Rede Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, em 29 de dezembro de 2008. “Uma rede formada por 38 Institutos Federais, dois Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) e o Colégio Pedro Segundo, localizado no Rio de Janeiro. Entre 2003 e 2015, a Rede Federal vivenciou a maior expansão de sua história”, observou Nelsinho, ressaltando a construção de mais de 500 novos campi em todo o Brasil, num comparativo às 140 unidades existentes até 2002.

Atualmente, comemorou, são 643 campi em funcionamento no país, atendendo a mais de um milhão de jovens e adultos em todas as regiões do Brasil. “Assim, a Rede Federal se constitui em importante instrumento à mudança da qualidade de vida dos brasileiros e das brasileiras, levando educação profissional e tecnológica de excelência às localidades mais remotas da Nação”, frisou o parlamentar.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, emendou, a rede é formada por três institutos com suas respectivas reitorias, distribuídos em 44 campi em 42 municípios, que beneficiam a mais de 65 mil alunos com a oferta de 736 cursos. Na sequência, o deputado Nelsinho Metalúrgico apresentou breve histórico dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia no Estado, “instituições que são referência na oferta de educação pública de qualidade, geração de conhecimento e inovação”, sintetizou, citando o Instituto Federal Rio Grande do Sul (IFRS), o Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSUL) e o Instituto Federal Farroupilha (IFFAR).

O deputado petista lamentou, porém, que apesar dos avanços citados anteriormente, as conquistas dos últimos anos são fortemente ameaçadas e sistematicamente desmontadas pelo atual governo central. “A partir de uma visão equivocada, que compreende a educação como gasto e não como investimento, o governo Temer editou a Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos em áreas prioritárias como a Educação”, sublinhou.

A rede federal, nesta nova realidade, “passou a vivenciar significativos cortes nos recursos de custeio e investimento. Os gestores das instituições são obrigados a fazer o “sorteio da miséria”; uma escolha entre o pobre e o mais pobre. Diante desse cenário de desmonte da rede de educação profissional, propusemos, em 2016, a criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais de Educação do Rio Grande do Sul”, mencionou.

Ataques

Ainda de acordo com Nelsinho Metalúrgico, existe a necessidade do alerta permanente, denunciando os ataques à rede de educação profissional e tecnológica. “E essa necessidade fica ainda mais evidente diante da difícil realidade de desemprego e baixo crescimento que assola o país, onde 14 milhões de pessoas estão sem emprego”, analisou. “Só vamos construir um país soberano e inclusivo com uma forte rede de educação profissional e tecnológica, com autonomia acadêmica e financeira e inserida nos projetos de desenvolvimento das regiões onde atua”, completou.

Disse, também, que o modelo atual do país em relação às universidades é ultrapassado. Enquanto no Brasil são cinco alunos na universidade para cada um na educação profissional, nos países desenvolvidos essa relação é inversa. Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) no Brasil, mostram que os estudantes dos IFES estariam na 12ª posição no mundo em desempenho. Já o Brasil, contabilizada toda a rede de educação pública e privada, ocupa a 60ª posição, “uma prova evidente da qualidade da nossa rede federal de educação, ciência e tecnologia”, comparou.

Por fim, advertiu para o desafio de garantir a sobrevivência dos IFEs em uma das crises “mais perversas de nossa história e sob vigência de um governo empenhado em liquidar todas as conquistas do povo brasileiro. Os IFEs precisam continuar não a partir da boa vontade de governos, mas consolidando sua legitimidade e fortalecendo seu papel central ao desenvolvimento do país”, constatou.

Apartes e autoridades

Em apartes, manifestaram-se os deputados Catarina Paladini (PSB), Stela Farias (PT) e Sérgio Turra (PP). Presentes, a secretária municipal de Educação adjunta de Porto Alegre, Ivana Genro Flores; o representante da Câmara de Vereadores da Capital, vereador Aldacir Olibini; o reitor do Instituto Federal Rio Grande do Sul (IFRS), Júlio Xandro Heck; o reitor do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSUL), Flávio Luís Nunes; a reitora do Instituto Federal Farroupilha (IFFAR), Carla Comerlato Jardim; e o ex-secretário da Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco.

Fonte: Agência de Notícias ALRS

 

 

Publicado em 11/07/2018 às 16:41

Fonte: Agência de Notícias ALRS

BANCADA / nelsinho

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