AGRICULTURA

Mainardi intermedia reivindicação de

produtores de leite junto à CEEE

João Ferrer

João Ferrer

Cerca de 20 mil pessoas das cidades de Candiota, Pedras Altas e Herval, na região da Campanha gaúcha, sofrem com problemas de descontinuidade na transmissão de energia elétrica. O problema, que se agravou nos últimos tempos, afeta com maior intensidade a produção dos assentamentos que foram implantados no interior daquelas localidades.

Os produtores, responsáveis por uma bacia leiteira que produz cerca de 4 milhões de litros de leite por ano, relatam falta de energia que chega a durar mais de uma semana. “Chegamos a ter mais de 15 dias sem luz elétrica. Isso prejudica a produção e nos obriga a distribuir o leite entre os vizinhos” relata Aquiles dos Santos, do assentamento Madrugada.

A reclamação é generalizada e afeta, também, o funcionamento das escolas rurais. O Coordenador do CPM d Escola Estadual 20 de Agosto, no interior de Candiota, Dirceu Dias, relata dificuldades para a recuperação de aulas. “Já não temos sábado para a recuperação dos dias parados por falta de energia”, conta. “Estamos mobilizando os pais para a aquisição de um gerador, mas preferimos, claro, a solução do problema”.

Para o deputado Mainardi, que intermediou a reunião, o problema é regional e precisa de uma ação ampla da empresa responsável pela distribuição de energia na região. Segundo Mainardi, a demanda cresceu na região a partir dos assentamentos e da ampliação da produção. “Hoje os produtores têm resfriadores. É preciso reforçar a rede”, sugeriu.

A sugestão é reforçada pelo prefeito de Pedras Altas, Luiz Alberto Perdomo, que também esteve presente no encontro. “São 23 municípios em nossa região, que é predominantemente rural. A bacia leiteira cumpre um papel importante para a economia da região e a energia elétrica é estratégica para isso”, argumenta.

Diagnóstico em 30 dias, solução em 60

João Ferrer

João Ferrer

O presidente da CEEE, Urbano Schimitt reconheceu a importância da demanda e se comprometeu a apresentar aos produtores e às autoridades locais um diagnóstico do problema no prazo de 30 dias. “Por maiores que sejam as dificuldades operacionais da empresa, sempre é possível melhor o processo”, disse.

Urbano assegurou que a análise indicará que medidas podem ser tomadas para pelo menos mitigar os problemas e informou que já está em andamento a instalação de equipamentos modernos de telecomando, o que diminuirá sensivelmente o tempo de reparos quando houver queda de luz.

“Com a informatização do religamento, teremos facilitada a identificação do problema e capacidade para isolá-lo, diminuindo muito a região atingida pela queda de energia”, explicou o diretor de Distribuição da CEEE, Daniel de Vargas. Segundo os técnicos da empresa, em 60 dias já haverá uma maior rapidez no reestabelecimento da energia em caso de queda.

No prazo de um mês, uma nova reunião deverá acontecer em Candiota com a presença do gerente regional de Bagé, cuja gerencia é responsável pelo serviço de manutenção da rede. A ideia é que nesta próxima reunião, fique estabelecido as medidas para diminuir as quedas ou até mesmo evita-las, através do reforço da rede com nova alimentadora.

Texto: João Ferrer (MTE 8078)

 

 

Publicado em 04/07/2018 às 17:53

Texto: João Ferrer (MTE 8078)

BANCADA / mainardi

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