MAXIMILIANO DE ALMEIDA

Decisão judicial que determina reforço

policial é prova dos equívocos de Sartori

Assessoria do Mandato

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Exemplos como o de Maximiliano de Almeida, que obteve na Justiça a garantia de reforço do policiamento, comprovam os equívocos e a incapacidade do governo Sartori com o atendimento das necessidades da população. A avaliação do deputado Altemir Tortelli parte da decisão da Comarca de Marcelino Ramos que, na sexta-feira (08), condenou o Estado a ampliar os efetivos na cidade de Maximiliano de Almeida, alvo de ações criminosas em 2015 e 2017.

“A judicialização também na área da Segurança, a exemplo do que já ocorre na Saúde, revela o desespero dos cidadãos, que buscam a Justiça para obter direitos fundamentais, e a insensibilidade e incompetência do governo estadual”, afirma Tortelli.

A ação ajuizada em abril de 2017 decorre do fato de que havia, naquela época, apenas um policial militar em Maximiliano de Almeida. Em fevereiro de 2017, a cidade foi alvo de assaltos simultâneos a três agências bancárias, com o uso de escudo humano e refém. Situação similar ocorreu em 2015.

Em maio de 2017, foi deferido o pedido liminar, acatado parcialmente pelo governo do Estado ao final do ano passado, com a instauração de dois grupos – um com quatro e outro com cinco policiais – os quais, intercaladamente, efetuam patrulhamento nas cidades de Maximiliano de Almeida, Machadinho e Paim Filho. Na prática, no entanto, há policiais na cidade em apenas 26 horas das 192 horas por semana.

Em fevereiro de 2017, Tortelli já denunciava que o governador Ivo Sartori estava transferindo a criminalidade para o interior a partir do deslocamento de cerca de 400 brigadianos para a Região Metropolitana. Os casos de assaltos simultâneos a instituições bancárias em Miraguaí, Fontoura Xavier, Nova Candelária e Maximiliano de Almeida, à época, comprovaram que os assaltantes estavam cientes de que não enfrentariam resistência policial. Dados da Famurs apontavam que cerca de 60 % dos municípios gaúchos contavam com até dois policiais. “São 298 cidades praticamente nas mãos dos criminosos. Tirar policiais das áreas do interior é praticamente entregá-las à própria sorte”, alertava Tortelli, lembrando que durante a campanha, Sartori prometera dobrar o efetivo da Brigada Militar.

O atraso e parcelamento dos salários dos servidores, a falta de reajustes salariais, as condições precárias para o trabalho são motivos que favorecem o aumento da criminalidade. “O governo não pode demorar dois anos para chamar servidores concursados, enquanto a corporação da BM perde cerca de 3 mil agentes que se aposentam anualmente”, criticou Altemir Tortelli.

Tortelli foi o único parlamentar a acompanhar a manifestação realizada pelos moradores de Maximiliano de Almeida no dia 10 de fevereiro de 2017, com a presença de centenas de pessoas e o apoio da prefeita Dirlei dos Santos. O deputado articulou audiência do secretário estadual da Segurança Pública, Cezar Schirmer, com prefeitos e representantes da Associação dos Municípios do Nordeste Rio-grandense (Amunor), já que dos 19 municípios da região, nove não dispunham de nenhum brigadianos. O secretário informou que novos servidores estavam sendo capacitados e passariam a atuar em junho daquele ano.

“O que vemos agora é a Justiça reconhecendo a urgência de atender aos apelos da região, enquanto Sartori permanece paralisado, encastelado, surdo aos apelos dos gaúcho e gaúchas”, analisa o deputado.

Texto: Denise Ritter (MTE 5584)

 

 

Publicado em 12/06/2018 às 18:24

Texto: Denise Ritter (MTE 5584)

BANCADA / tortelli

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