ARTIGO

O governo Sartori acabou com o Rio Grande

A deflagração da nova greve dos professores da rede estadual é mais um capítulo triste da novela na qual se transformou o desgoverno do Estado desde o momento em que José Ivo Sartori (PMDB) sentou na cadeira de governador. Além de parcelar salários, agora o “Sartorão da Massa” – mesmo não pagando a tão falada dívida com a União - deixou de pagar as “prestações” salariais. Isso é inadmissível, é desumano, é criminoso.

Profissionais que estudaram durante anos e dedicam suas vidas a ensinar nossas crianças e jovens são obrigados a fazer mágica para pagar aluguel, luz, água e colocar comida na mesa de suas famílias com os R$ 350,00 pagos pelo “desgovernador” este mês. E, ainda, quer que estejam todos os dias nas salas de aula com a cabeça erguida e à disposição para lecionar. Coloque-se no lugar deles e verá que isso é impossível e a greve é a única alternativa.

Ao optar por um projeto de governo neoliberal que privilegia isenções fiscais para grandes empresários, destruição dos serviços públicos, redução drástica dos investimentos em infraestrutura e a venda do patrimônio estadual, Sartori decidiu entrar para a história como o homem que acabou com o Estado do Rio Grande do Sul. A cartilha adotada por seu governo e que tem como pontos centrais a transferência do máximo de responsabilidades aos municípios, privatização de empresas públicas e estabelecimento de um estado mínimo - incapaz de atender às demandas mais básicas da população como segurança e educação – é a prova dessa posição vergonhosa.

Ao mesmo tempo em que humilha e tortura professores, policiais militares e outros trabalhadores estaduais, o governador abre mão de verbas essenciais para comprar o silêncio ou opiniões favoráveis de parte da mídia. Está lá no Portal da Transparência: desde o início deste ano, somente uma agência de propaganda recebeu R$ 506 mil do governo estadual. E este dinheiro não foi aplicado em campanhas de utilidade pública. Ou seja, Sartori se favorece da “parceria” com os grandes veículos de comunicação e do desinteresse da população com a política para tentar passar a imagem de que tudo vai bem no Pampa.

Mas aqueles que temem sair de casa à noite por falta de policiamento, ou quem já perdeu as contas de quantas vezes foi assaltado este ano ou, ainda, quem não sabe o que fazer com os filhos pequenos enquanto as escolas estiverem fechadas sabe que nada vai bem no estado e de quem é a culpa.

Sartori e seus secretários não podem sair impunes pelo que estão fazendo com o Rio Grande do Sul. Tanto as ruas, como as urnas, estão à espera do povo.

Por Miriam Marroni, deputada estadual (PT)

 

 

Publicado em 05/09/2017 às 16:18

Por Miriam Marroni, deputada estadual (PT)

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