GRANDES DEBATES

Senador Requião defende projeto

nacionalista, democrático e popular,

diz Villaverde

Caco Argemi

Caco Argemi

Em manifestação durante seminário “O papel do Estado e o Desenvolvimento do País”, na 3ª edição do ano do Fórum dos Grandes Debate, o senador Roberto Requião (PMDB/PR) conclamou o país a reagir à pilhagem de nossas riquezas, especialmente do petróleo, à venda do território brasileiro a estrangeiros, à submissão do Brasil à globalização financeira e às reformas que precarizam o trabalho e potencializam a exploração do povo. Para o senador, o Brasil pode sair da crise se for posto em prática “um projeto nacionalista, democrático e popular” com uma aliança forte do trabalho e do capital produtivo contra a banca vadia da financeirização.

Requião disse que a Alemanha saiu da crise, os Estados Unidos também e “agora Portugal está saindo, investindo dinheiro público na economia”, afirmou. “E nós ainda temos a Petrobras”.

O evento foi realizado no lotado Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (9), com a presença do presidente da Fundação Perseu Abramo, Márcio Pochmann, o presidente da Frente Parlamentar Mista de Defesa da Soberania Nacional, senador Requião, disse que uma das principais tarefas deste fórum é a de informar a sociedade, uma vez que a monopolização dos meios de comunicação impede que os brasileiros saibam o que realmente acontece no país.

A frente se soma aos esforços do Projeto Brasil Nação, liderado pelo ex-ministro e economista Bresser Pereira reunindo centenas de intelectuais brasileiros que lutam por construir um programa de desenvolvimento nacional para o país.

Conforme Requião, os movimentos estão abertos a todos que expressem uma genuína preocupação com os destinos da Nação, hoje claramente ameaçada por forças internas e externas.

“Transcende partidos mas tem uma profunda marca ideológica de compromisso com a defesa da soberania nacional e com o nacionalismo”, define ele.

“Um nacionalismo que corresponda ao padrão histórico do brasileiro comum, orgulhoso de sua miscigenação e de sua múltipla religiosidade, aberto a todas as culturas, e integrado pelo desejo comum de promover o desenvolvimento sócio-econômico do país”.

Requião diz que, além do discurso, se pretende pôr os nossos esforços a serviço da defesa da nacionalidade e da construção de uma sociedade de bem-estar social que atenda a todos os brasileiros.

Para ele, hoje, a maior ameaça à soberania brasileira vem da financeirização da economia, na medida em que o sistema financeiro tornou-se um meio de escravização do nosso povo através de juros escorchantes e de escassez de crédito de longo prazo.

De acordo com ele, a soberania nacional é agredida pelo atual Governo numa velocidade espantosa. “A Petrobrás, símbolo da nacionalidade, está sendo fatiada para efeito de privatização. Entrega-se ao capital privado a exploração da água, desconsiderando que esse dom de Deus não poderia ser transformado em base de negócios lucrativos. Entregam-se ao capital privado, sem limites, grandes porções de nossas terras. Doa-se a base de Alcântara a uma potência estrangeira que espionou – e provavelmente ainda espiona – nossa maior empresa e o próprio Palácio do Planalto. Ataca-se e desvirtua-se o BNDES, âncora do financiamento público de longo prazo da economia, como alternativa ao capital vadio.

A abertura indiscriminada ao capital estrangeiro e o estrangulamento da própria economia nos tornou uma área de caça de grande interesse para o capital vadio, cujo fluxo de entrada no país é festejado como se a desnacionalização acelerada fosse uma grande vantagem para o Brasil.Estamos destruindo empresas e empregos em detrimento da sociedade.

“O povo tem dificuldades de identificar os inimigos mais inescrupulosos da Nação, representado pelo capital financeiro, porque vivemos numa sociedade de desinformação”. Para ele, a grande mídia, comprada pelos financistas, desinforma pelo que diz e pelo que deixa de dizer. Daí nossa responsabilidade estratégica nessa Frente, no sentido de fazer chegar à sociedade uma crítica honesta.

Para o economista Márcio Pochmann, também debatedor do evento, o Brasil só vai ter uma recuperação de fato se mudar o eixo da política econômica. “Caminhamos rumo a uma depressão, pois deflação é sinal de que a economia não reage”, disse ele. “Com o teto de gastos, enxergo um País estagnado, em situação pior do que aquela dos anos 1980. Os problemas sociais tendem a se agravar. O federalismo praticamente desapareceu com a crise nos estados. A maior parte da sociedade é contra o atual governo, contra o modelo econômico, do receituário das reformas. Mas falta articulação, lideranças e um projeto que unifique o campo progressista. Se tivermos capacidade de construir esse projeto, ele será vencedor, em um horizonte muito melhor do que o atual”.

Para o deputado Adão Villaverde, que instituiu a marca “Casa dos Grandes Debates” durante sua presidência no Parlamento, em 2011, nada poderia ser mais oportuno e significativo que as reflexões compartilhadas com os gaúchos nesta noite, por Requião e por Pochmann, acerca do momento de crise econômica e da democracia que o país vive desde o golpe de 2016.

Texto: André Pereira (MTE 4704)

 

 

Publicado em 10/08/2017 às 10:14

Texto: André Pereira (MTE 4704)

BANCADA / villaverde

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