#LULAINOCENTE

A justiça não pode tomar decisão

baseada em política e sim nos autos,

afirma Lula

Ricardo Stuckert

Ricardo Stuckert

O presidente de honra do PT e ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva realizou pronunciamento na sede do PT Nacional, em São Paulo, nesta quinta-feira (13). Na pauta a condenação de primeira instância imposta pelo juiz Sérgio Moro. A presidente do PT e senadora Gleisi Hoffmann abriu o pronunciamento agradecendo as várias mensagens de apoio recebidas de autoridades e lideranças internacionais. Lula iniciou sua manifestação criticando o processo e reafirmou que “se alguém pensa que com essa condenação vou ficar fora da disputa presidencial em 2018, podem ter certeza, agora eu estou no jogo e vou reivindicar ao Partido dos Trabalhadores para que me coloque na disputa”. O líder petista se mostrou disposto e disse que esse não é o fim do Lula. “Quem tem direito de decretar meu fim é o povo brasileiro”, reafirmou.

Lula agradeceu aos advogados que estão ajudando na defesa do processo. "A sentença é uma peça de estudo profundo de como não se deve fazer um parecer condenatório. O Estado Democrático de Direito está sendo jogado quase na lata do lixo" afirmou ele se referindo ao processo que agora vai ao Tribunal Regional Federal da 4ª região, em Porto Alegre.

Em sua fala, Lula ironizou ao agradecer a imprensa "sobretudo ao Jornal Nacional, sempre tão solidário comigo", e lembrou que previa tal condenação desde outubro de 2016, quando escreveu artigo 'Porque querem me condenar' que foi publicado no jornal Folha de São Paulo. "Desde que o processo começou, o Moro sempre afirmou à imprensa que precisava muito da cobertura da mídia. A coisa que eu mais lia eram as pessoas dizendo que tal pessoa foi presa e no interrogatório a primeira pergunta pedia o nome do Lula. Eles já estavam com a concepção da condenação pronta. Sempre tive a certeza de que se o Lula pudesse ser candidato o golpe não fechava. O juiz Moro passou 60 páginas para se justificar sobre a condenação. Só cinco parágrafos analisando a defesa" disse Lula.

O ex-presidente reafirmou acreditar nas instituições pois as fortaleceu durante seu mandato, que foi de 2003 até 2010. "Minha indignação não me faz perder a crença de que nesse país ainda existe justiça, por isso vamos recorrer. A justiça não pode tomar decisão baseada em política e sim nos autos. A teoria do domínio do fato, é utilizada aqui de uma forma moderna baseada na palavra contexto. Moro prestará conta para a História e é ela que vai dizer quem estava certo e quem estava errado" relata.

"Se alguém tiver uma prova contra mim mande para a justiça. O que me deixa indignado, mas sem perder a ternura, é ser vítima de mentira. Eu queria desafiar que meus inimigos, sobretudo os donos da mídia, apresentassem uma única prova. Utilizaram delação de um cidadão que mudou de opinião de um dia pra outro. Me sinto aliviado porque conheço o tamanho da mentira" desabafou Lula.

Lula recebeu o apoio de dirigentes, parlamentares do partido e de outras siglas, de lideranças sindicais e dos movimentos sociais e finalizou afirmando que vai acionar o Conselho Nacional de Justiça sobre essa sentença. Ao final da manifestação do líder petista, um dos advogados de defesa de Lula, Cristiano Zanin Martins afirmou que “o juiz Sergio Moro não olhou os fatos, mas o nome que estava na capa do processo”. Gleisi adiantou que Lula não é candidato do PT, mas do povo brasileiro.

Para assistir todo o pronunciamento do Presidente Lula copie o link e cole em seu navegador: https://youtu.be/DbeuCGeaDsU

Texto: Raquel Wunsch (MTE 12867)

 

 

Publicado em 13/07/2017 às 15:07

Texto: Raquel Wunsch (MTE 12867)

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