GOLPE NO POVO

Condenação de Lula é para abafar

Reforma Trabalhista aprovada no Senado

Raquel Wunsch

Raquel Wunsch

A decisão em primeira instância anunciada pelo juiz Sérgio Moro, condenando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e meio de prisão é o mais novo ato no Teatro do Golpe e vem para abafar rapidamente a péssima repercussão da aprovação, às pressas, do fim da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), ontem à tarde, no Senado. Segundo a líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa, a decisão do juiz está baseada na palavra de “notórios corruptos, coagidos a negociar sua liberdade a partir de falsas delações”.

A líder petista lembrou a sentença de um dos desembargadores que julgaram o caso do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, condenado por Moro e absolvido em segunda instância. “O desembargador, Victor Luiz dos Santos Laus, citando a Lei 12.850/2013 – que dispõe sobre investigação criminal – disse que “nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador." Citou que, depois de quase 10 meses, assistimos a uma sentença proferida muito mais para fazer espetáculo, do que para produzir efeito condenatórios”.

Stela disse que é lamentável a degradação ideológica a que o Judiciário brasileiro está sendo submetido. “O teor da sentença é de um primor que beira a péssima literatura. Recheada de falsos espantos e constatações óbvias para um chefe de Estado, que Moro considera criminoso”. A líder do PT citou um trecho da sentença em que Moro alega que “cabia a ele (Lula) indicar os nomes dos diretores ao Conselho de Administração da Petrobrás e a palavra do Governo Federal era atendida”. Stela afirmou que qualquer adolescente de Ensino Médio sabe das prerrogativas de um presidente de República, independentemente de ser Lula.

Na tribuna da Assembleia Legislativa, Stela disse não ter dúvidas de que o desempenho de Lula nas últimas pesquisas para presidente da República, somada ao desmantelo institucional promovido pelo Golpe de Estado em curso, ameaça a volta do ex-presidente ao Palácio do Planalto pelo voto popular. “Esse é o motivo e a pressa em produzir sentenças sem provas e tentar inviabilizar que aquele que foi o melhor presidente do Brasil, eleito duas vezes e reconhecido mundialmente, volte ao poder para consertar o rombo financeiro e moral produzido pela quadrilha que assaltou o Planalto.

CLT rasgada

Para o deputado Nelsinho Metalúrgico (PT), “o Senado rasgou a CLT ao votar a favor da Reforma Trabalhista, que acaba com direitos históricos conquistados pela classe trabalhadora”. Ao usar a tribuna na sessão plenária da Assembleia, o parlamentar frisou que há uma quadrilha de corruptos no Senado, a maioria investigados, como o senador Aécio Neves (PSDB), Romero Jucá (PMDB) e José Serra (PSDB). “Todos, em conluio com os empresários, quase revogam a Lei Áurea.” E, ontem (terça-feira), “o Senado levou o trabalhador brasileiro a uma condição de semiescravo”. Para Nelsinho, a partir de agora, as regras que regulam os direitos de férias dos trabalhadores poderão ser fatiadas e mulheres grávidas correm o risco de serem colocadas em áreas insalubres dentro dos locais de trabalho.”

Nelsinho citou, também, a senadora gaúcha Ana Amélia Lemos (PP). Disse que ela votou a favor da Reforma Trabalhista, mesmo tendo pedido o voto popular durante a última eleição. “Essa foi a reforma aprovada no Senado, inclusive com o voto de outro senador, eleito com o voto dos trabalhistas”, disse o parlamentar, referindo-se a Lasier Martins, hoje no PSD.

Texto: Roger da Rosa (MTE 6956)

 

 

Publicado em 12/07/2017 às 17:51

Texto: Roger da Rosa (MTE 6956)

BANCADA / nelsinho / stela

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