Novo ciclo para mais mudanças
Ao completar um ano e meio de gestão, o governo Tarso Genro tem a convicção de que neste curto, mas estruturante período, as bases para um Rio Grande mais inclusivo e desenvolvido estão dadas. Longe estamos ainda de atingir a meta de devolver ao Estado a condição de ser referência no país em gestão pública, em serviços prestados e na transformação das condições sociais. Mas muito mais perto disso estamos hoje do que quando chegamos ao Palácio Piratini.
Se é correto afirmar que há muito o que fazer e melhorar, também é correto afirmar que os primeiros 18 meses de governo foram dedicados em grande parte a reestruturar a máquina pública gaúcha, a devolver ao Estado a capacidade de investimento em áreas essenciais - como saúde, educação e segurança - e a dotar o Estado novamente das condições necessárias para se desenvolver. Em um rápido balanço, podemos perceber que a casa foi arrumada e que muitas ações concretas para melhorar a vida dos gaúchos já são reais. A mais simbólica é a retomada de uma relação de parceria com o governo federal. Rapidamente, o governo conquistou financiamos junto ao BNDES e ao Banco Mundial, que devolvem ao Estado a capacidade de deixar de lamentar e partir para a ação.
Nesse ano e meio, o governo também conseguiu recolocar o Estado na rota dos grandes investimentos públicos e privados, nacionais e internacionais. Sob novo ambiente político, já desembarcaram no Rio Grande 54 projetos de diferentes empresas - como as plantas da Hyundai e da Still - que juntas representam um investimento superior a R$ 10 bilhões só em 2011. Também já foi instaurado no Rio Grande um cronograma para vencer o alarmante drama dos 104 municípios gaúchos sem acesso asfáltico. Muitas obras de pavimentação recomeçaram, como em Ivorá e Pinhal Grande na região Central do Estado, e, até 2014, nenhum município cujo acesso é hoje de chão batido estará sem asfalto ou sem máquinas trabalhando. Na área social, a aplicação recorde de recursos nos hospitais filantrópicos, a ampliação progressiva do orçamento da saúde, a redução da mortalidade infantil e a deflagração de reformas estruturais em mais de 700 escolas gaúchas também têm de ser registradas.
O governo finda este primeiro período encerrando ainda um capítulo precário na história dos servidores públicos estaduais. Desvalorizadas ao longo dos anos, as categorias públicas gaúchas encontraram de imediato no governo Tarso um espaço permanente de diálogo. Boa parte delas, especialmente as da segurança e da educação, já se beneficiam de uma política contundente de recuperação salarial, que garante ganho real aos trabalhadores. Essa política terá continuidade no próximo período, assim como ganhará mais força a participação popular, as ações para o combate às desigualdades no campo e na cidade e uma inserção internacional intensa. A primeira leva de avanços está longe de satisfazer o governo.
O que foi feito até agora foi pouco se comparado com o que ainda vai ser feito nos próximos dois anos e meio. A linha de governo de esquerda, desenvolvimentista, mas sempre aberto ao diálogo e dedicado a induzir o crescimento de todos os segmentos continuará em prática com o desafio de promover mais resultados. Findados os primeiros 18 meses, os principais verbos pronunciados no Palácio Piratini não serão mais o planejar e o estruturar. Serão o fazer, o realizar, o transformar.
* Deputado Estadual (PT)
Valdeci Oliveira *

Publicado em 23/07/2012 as 10:56

Valdeci Oliveira *
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