Produzir para a educação
Nosso trabalho na Secretaria da Agricultura do Estado tem dois focos principais: garantir renda ao produtor e aumentar a produção agrícola e do agronegócio gaúcho. A renda do homem rural é o principal indutor do crescimento do PIB agropecuário.
O crescimento da renda privada no campo trará o aumento da renda pública. Enquanto órgão do governo, portanto, trabalhamos para ter mais renda pública, para elevar nosso orçamento. O governo Tarso está fazendo isso. É para isso que trabalhamos na Secretaria da Agricultura. E, assim, ajudarmos o governo a enfrentar os problemas do Estado. E, nesta área, o maior desafio e o maior investimento que se deve fazer hodiernamente estão na educação.
Mudanças estão sendo propostas, mas encontram reação não da direita ideológica, mas de uma aliança da esquerda irresponsável com a direita oportunista.
Propusemos mudar o currículo escolar para, por exemplo, deixar o ensino mais próximo da realidade dos alunos. Um jovem que conclui o Ensino Médio e volta ao campo não leva nada de prático que contribua com a modernização da atividade. Apresentamos essa proposta, e o Cpers, na oposição, radicaliza contra as mudanças, ateando fogo aos textos propositivos.
O governador propõe aumentos salariais que chegarão, ao final da gestão, no mínimo, a 76% (índice nunca visto na história recente do RS), e os líderes da categoria pedem para os oposicionistas votarem contra, e estes dizem sim. São os mesmos que sustentaram os governos Yeda e Rigotto, períodos em que reajustes salariais aos professores não passaram de 6% e 14%, respectivamente. O atual governo consegue, em acordo com o Ministério Público, elevar o piso de 35 mil professores - um terço da categoria - para o piso nacional, dando em média R$ 270 a mais para cada educador. E o que faz o Cpers? Tenta derrubar na Justiça o aumento. Felizmente, não encontraram guarida a este pleito. Aumento para patrões? Não, aumento para seus representados. É incrível a insensatez! Que vergonha para o sindicalismo brasileiro.
Os irresponsáveis e os oportunistas sabem o tamanho do orçamento estadual. Com os aumentos salariais ao funcionalismo e aos demais poderes, em particular com o já comprometido com os professores, estamos despendendo, entre ativos e inativos, 81% da receita, mais 13% da dívida com o governo federal, 3% com despesas judiciais, 3% em investimentos, mais o custeio da máquina pública, coberta com o déficit extraído do caixa único. É impossível dar mais 25% de aumento real aos professores agora. Receita e despesa não fecham. Só a demagogia pode assim exigir.
Chegaremos lá. Todos nós, rurais e urbanos, trabalhamos para termos mais renda privada e mais arrecadação. Assim, teremos mais investimentos em educação, para transformar para melhor a sociedade. Viva a agricultura forte para termos mais educação de qualidade!
Luiz Fernando Mainardi é secretário estadual da Agricultura
Luiz Fernando Mainardi

Publicado em 28/05/2012 as 18:00

Luiz Fernando Mainardi
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